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reyes… o dia do acidente fatal

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reyes… o dia do acidente fatal

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futeboldebotaoantigo.blogspot.com é um integrante da coletânea de ótimos blogs que costumeiramente faço questão de acompanhar. Em um desses garimpos encontrei a foto de Reyes estampada no modelo de futebol de botão fabricado pela Jofer.

A descoberta imediatamente me transportou para o dia do acidente fatal com aquele emblemático zagueiro, fato acontecido nos primórdios de minha infância.

Crédito: futeboldebotaoantigo.blogspot.com.

Álbum de figurinhas Bola de Prata 1971. Crédito:albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Costumava jogar minhas partidas de futebol de botão no quintal de minha avó, ao lado de minha casa, pois a calçada dela era bem mais lisinha.

Para conseguir jogar nesse cantinho, era necessário conciliar a brincadeira com as insistentes e praticamente “propositais” passagens dela bem em cima do espaço demarcado com giz para o gramado imaginário, já que eu não tinha ainda o “estrelão”. (campo para a prática de futebol de botão).

Minha avó já havia causado acidentes em vários craques, principalmente em dia de grandes clássicos. Porém, eram acidentes que apenas lascavam ou  trincavam o botão atingido.

No entanto, com Reyes foi diferente. O golpe foi certeiro e destruiu imediatamente a armadura de plástico do valente zagueiro cabeludo do Flamengo. Como não tinha botões de reserva, fiquei apenas com a figura redonda de papel em minhas mãos.

Crédito: futebolsaudades.blogspot.com.br.

Crédito: revista do Esporte.

O paraguaio Francisco Santiago Reyes Villalba nasceu em Assunção no Paraguai, no dia 24 de julho de 1942. Antes do também zagueiro Rondinelli, ele também foi símbolo da raça e da dedicação em campo.

Lembro-me muito pouco do futebol de Reyes, que conheci logo na primeira partida em que fui ao Estádio do Pacaembu em 1971.

Visitando alguns blogs e sites referentes ao Flamengo, além de revistas importantes da época, tive acesso a informações e imagens raras da carreira do jogador.

Crédito: butecodoflamengo.com.

Reyes assinando contrato com o Flamengo em 1967. Crédito:butecodoflamengo.com.

Reyes começou a carreira defendendo um clube pequeno, o Presidente Ayes e no ano de 1963 foi contratado pelo Olímpia.

No ano seguinte, foi negociado junto ao River Plate, de Buenos Aires, retornando ao Olímpia em 1965. Logo em seguida, transferiu-se para o Atlético de Madrid em uma transação milionária, permanecendo na Espanha até surgir o interesse do Flamengo.

Reyes, jaqueta seis, e a saudação a torcida do Flamengo no Maracanã. Crédito: revista Placar.

Meio campista titular da seleção paraguaia, Reyes chegou ao Rio de Janeiro como o grande sucessor do ídolo Carlinhos, assinando seu contrato no dia 28 de setembro de 1967. Em seguida foi apresentado ao técnico Armando Renganeschi.

Segundo a revista Placar publicada em 6 de novembro de 1970, seus primeiros meses de adaptação na Gávea não foram fáceis. O Flamengo vivia um momento de instabilidade e abalado com a morte da mãe, seu futebol foi caindo de qualidade até ser emprestado ao Campo Grande.

Crédito: revista Placar publicada em 6 de novembro de 1970.

Quando retornou ao Flamengo esteve para ser vendido. Passou a treinar duro e encontrou seu lugar na equipe comandada pelo técnico Yustrich na posição de zagueiro. Jogador de muita disposição física e voluntariedade, logo caiu nas graças da massa rubro-negra.

Reyes tinha um excelente domínio de bola e sabia sair jogando muito bem, já que havia começado a carreira como meio-campista.

Reyes em disputa com Flávio do Fluminense em clássico no Maracanã. Crédito: Livro Flamengo: o vermelho e o negro. Ruy Castro – Ediouro.

Reyes, o goleiro Ubirajara e Pedro Rocha, em partida no estádio do Morumbi. Crédito: revista Placar.

Companheiro de Liminha, Paulo Henrique, Ubirajara, Rogério e outros valores daquela época, foi campeão da Taça Guanabara de 1970, 1972 e 1973 e campeão carioca de 1972.

Ainda em 1970, o paraguaio com cara de índio, cabelos de índio e as vezes, desconfiado como um índio, recebeu a Bola de Prata da revista Placar em sua primeira edição.

Foi um prêmio justo pela superação de quem teve que mudar de posição para encontrar seu melhor futebol em gramados brasileiros.

Em reportagem para a revista Placar de 1970, Reyes demonstrou interesse em naturalizar-se brasileiro visando uma possível convocação para a disputa da Copa de 1970, juntamente com o goleiro Andrada do Vasco da Gama.

Ao todo, Reyes disputou 196 partidas pelo rubro-negro, marcou sete gols a favor e chegou a fazer um gol contra, o que não manchou seu status de ídolo do Clube de Regatas do Flamengo onde permaneceu até 1973.

Francisco Santiago Reyes Villalba faleceu vitimado por uma leucemia em Assunção, no dia 31 de julho de 1976.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista Grandes Clubes Brasileiros 1971 – Flamengo, futeboldebotaoantigo.blogspot, flamengo.com.br,butecodoflamengo.com, Livro Flamengo: o vermelho e o negro. Ruy Castro – Ediouro, futebolsaudades.blogspot.com, site do Milton Neves,albumefigurinhas.no.comunidades.net.Tardes de Pacaembu

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