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Desprezada por seleções, público e TVs: Copa das Confederações da Rússia flerta com fracasso

thiagomerces Por thiagomerces

em 18-05-2017 às 17:23

Banner com o mascote Zabivaka em Kazan, Rússia
Banner com o mascote Zabivaka em Kazan, Rússia

A Copa das Confederações da Rússia já fleta com o fracasso.

Com início marcado para 17 de junho, a competição sofre no momento com o desprezo das seleções, que devem mandar "times B" para o torneio, do público, que não está comprando ingressos, e das TVs, que não demonstram interesse nos direitos de TV.

Na última terça-feira, por exemplo, a Alemanha anunciou sua lista de convocados sem quase nenhum astro, como o goleiro Manuel Neuer, o meia Ozil e o meia-atacante Thomas Muller. O nome mais "estrelado" é o do meia Julian Draxler, do PSG.

Isso é praticamente uma represália ao fato da equipe ser "obrigada" a participar do certame como atual campeã da Copa do Mundo, mesmo contra sua vontade.

Em novembro do ano passado, o presidente da DFB (Federação de Futebol da Alemanha), Reinhard Grindel, disse ser favorável à abolição da Copa das Confederações, como forma de desinchar o calendário internacional. Ele ainda chamou o torneio de "obsoleto".

As outras seleções ainda não divulgaram seus selecionados, mas a imprensa internacional se mostra reticente quanto à participação de vários craques na Copa das Confederações.

Na Espanha, por exemplo, os jornais de Madri colocam em dúvida a participação de Cristiano Ronaldo no torneio, já que ele poderia optar por descansar depois de uma estafante temporada com o Real Madrid, que disputa ponto a ponto o título do Campeonato Espanhol e chegou à final da Uefa Champions League.

CR7, por sua vez, ainda não deu sua posição se irá jogar. A última vez que tocou no assunto do torneio foi em janeiro, quando disse que seria "um sonho" conquistar o título inédito na Rússia.

"Será a primeira vez que Portugal irá disputar a Copa das Confederações. Será lindo participar, e é algo que entrará em nossos currículos", disse o herói do título lusitano na Eurocopa 2016, em um evento oficial da Fifa, em janeiro.

"Obviamente é nosso sonho vencer, mas sabemos que será difícil, já que haverá grandes times. Porém, no futebol, tudo é possível", completou o astro do Real Madrid.

A ausência de Cristiano, atleta mais midiático do planeta no momento, seria um forte golpe para as pretensões da Fifa e da Rússia na Copa das Confederações, já que, nas outras seleções, não há nomes que possam "rivalizar" com o do craque português.

A única equipe que possui atletas mais conhecidos mundialmente é o Chile. No entanto, nomes como Alexis Sánchez, do Arsenal, e Arturo Vidal, do Bayern, ainda não confirmaram participação na competição. Outras seleções despertam pouca atenção da mídia e do público, como México, Austrália, Camarões e Nova Zelândia.

 

Ingressos encalhados

A prova de que a Copa das Confederações não está criando expectativa na Rússia e no resto do mundo é o pouco interesse dos fãs de futebol em ingressos para o torneio - muito ao contrário da edição de 2013, no Brasil, que teve média de 50.291 torcedores/jogo.

No mês passado, o vice-presidente da Rússia, Vitaly Mutko, que também é presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018, mostrou-se bastante preocupado.

"Estamos inquietos no que diz respeito à venda de ingressos", admitiu o cartola.

"200 mil ingressos foram vendidos até agora, quando nossas previsões eram de 700 mil. A partir do próximo 19 de abril abriremos bilheterias por todo o país. Confiamos em que a situação melhore", completou Mutko.

A última atualização diz que 300 mil dos 695 mil bilhetes disponibilizados foram comprados a um mês do início da competição. O único jogo esgotado até agora é Rússia x Portugal, em 21 de junho, em Moscou. 

A maioria dos tickets até agora foi destinada ao público local, que pode comprar na moeda russa e, portanto, recebe desconto em relação aos estrangeiros. Para o setor 4, o mais barato dos estádios padrão Fifa, um ticket sai por acessíveis 960 rublos (R$ 52,37).

Os únicos torcedores estrangeiros que demonstraram algum interesse em ir à Copa das Confederações foram os chilenos, responsáveis por comprarem pouco mais de 7 mil entradas. Para gringos, o valor mais barato é de US$ 70 (R$ 217,52) no setor 4.

Ainda há entradas disponíveis para a abertura e para a final, que serão ambas realizadas no estádio do Zenit, o Krestovsky, recém-finalizado na cidade de São Petersburgo.

 

Direitos de transmissão não foram vendidos

Além dos ingressos, a venda de direitos de transmissão das Copa das Confederações também está empacada na Rússia, principalmente pelos altos valores cobrados.

Até o momento, nenhum canal público de TV chegou a um acordo com a Fifa, que pede US$ 120 milhões (R$ 372,64 milhões) para permitir a transmissão das 16 partidas.

A entidade, aliás, rejeitou uma proposta conjunta de três canais estatais (Channel 1, VGTRK e Match TV). O trio foi responsável por transmitir a Eurocopa de 2016, mas até agora não conseguiu alcançar a pedida da Fifa para liberar os direitos.

A falta de Fan Fests também dificulta a vida do torcedor russo que quer ver o torneio.

O preço pedido atualmente pela Fifa, aliás, é três vezes maior do que as televisões russas pagaram para transmitir a Copa do Mundo de 2014, de acordo com a Bloomberg.

A situação do impasse nos direitos também contrasta bastante com a vista em 2013 e 2014, no Brasil. Por aqui, a Fifa acertou a venda dos direitos de transmissão à TV Globo oito anos antes da disputa da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.

Em outros locais, os direitos de transmissão foram vendidos para 134 países.

Fonte: ESPN
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